(11/10)-Dia do Deficiente Fisico


O CADEIRANTE
Alguns anos atrás, nas Olimpíadas de Seattle—E U A—nove participantes, de ambos os sexos todos com deficiência mental ou física, alinharam-se para a largada da corrida dos 100/m rasos. Ao sinal, todos partiram não exatamente em disparada, mas com vontade de dar o melhor de si, terminar a corrida e, sobretudo vibrar juntamente com o publico que ali compareceu em massa, a fim de prestigiar e homenagear a este grupo de atletas com necessidades especiais.
Todos, com exceção de um garoto que tropeçou no asfalto e caiu e rolando começou a chorar. Os outros oito ouviram o choro. Diminuíram o passo e olharam para trás. Então, viram o que aconteceu com o consorte e voltaram. Uma das meninas, portadora de síndrome de Down, ajoelhou-se, deu um beijo no garoto e disse: “Pronto, agora vai sarar”, E todos os noves competidores deram os braços e andaram juntos até na linha de chegada. Realmente foi um espetáculo de tirar o fôlego. O estádio inteiro se levantou, e os aplausos duraram muitos minutos. E as pessoas que estavam na arena, continuaram repetindo essa história até hoje.
Pode-se dizer que não basta ser o melhor, ganhar sempre ou estar sempre à frente dos outros. Muito mais importante que isso é o “dar as mãos” conhecer seus limites para poder ajudar a si mesmo aos outros e ao mundo.

(Extraído do jornal folha do Paraná. 24/12/1999).

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